Maria, mãe de Jesus
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Maria ( Μαρία transliteração em grego do hebraico Maryam , Miriã ou Mirian ), (Jerusalém20 a.C-62 d.C. [ Carece de fontes ? ]). Segundo as Sagradas Escrituras, era a mãe de Jesus de Nazaré. Ainda de acordo com a tradição, nasceu em Jerusalém, numa casa onde hoje se localiza a Basílica de Sant'Ana, próxima à piscina de Betesda.
Alguns autores afirmaram que Maria era filha de Eli, mas a genealogia fornecida por Lucas alista o marido de Maria, São José, como "filho de Eli". A Cyclopædia (Ciclopédia) de M'Clintock e Strong (1881, Vol. III, p. 774) diz: "É bem conhecido que os judeus, ao elaborarem suas tabelas genealógicas, levavam em conta apenas os varões, rejeitando o nome da filha quando o sangue do avô era transmitido ao neto por uma filha, e contando o marido desta filha em lugar do filho do avô materno (Núm. xxvi, 33; xxvii, 4-7)." Sem dúvida, é por este motivo que o historiador Lucas diz que José era "filho de Eli" (Lu 3:23).
Ensina a Igreja Católica que a Virgem Maria nasceu a 8 de setembro, num dia de Sábado, em Jerusalém, no ano 20 a.C. Pertencia à família real de Davi por seu pai São Joaquim, e à do Sacerdote Aarão pelo lado de sua mãe Sant'Ana. São Joaquim, homem pio, fora censurado pelo Sumo Sacerdote Rubem por não ter filhos, mas sua mulher já era idosa e estéril. Confiando no poder divino, São Joaquim retirou-se para o deserto a fim de orar e fazer penitência. Ali, um Anjo do Senhor lhe apareceu dizendo que Deus havia ouvido suas preces. Tendo voltado ao lar, algum tempo depois Sant'Ana ficou grávida. A paciência e a resignação com que sofriam a esterilidade, levaram-lhe ao prêmio de ter por filha aquela que havia de ser a Mãe de Deus. Nasceu uma menina que recebeu o nome de Míriam, traduzido para o latim como Maria. Seu nome significa em hebraico: Senhora da Luz. Nasceu assim neste mundo a Filha predileta do Pai Eterno, a Mãe do Filho e a Esposa do Espírito Santo.Aos três anos, Maria foi apresentada no Templo de Jerusalém, onde permaneceu até os doze anos no serviço do Senhor, quando então morreu seu pai, São Joaquim.Com a morte do pai, transferiu-se porém para Nazaré, onde São José morava. Três anos depois realizaram-se os esponsais, com a restrição de ambos observar perfeita castidade, até que a vontade de Deus se revelasse claramente, como de fato se manifestou. Os padres bolandistas, que dirigiram a publicação da Acta Sanctorum de 1643 a 1794, afirmam em seus estudos que São Joaquim era irmão de São José, o que caracteriza um caso de endogamia, o que era comum entre os judeus. Ensina a Igreja Católica que das inúmeras graças da vida da Virgem Maria, a maior foi a de ser mãe do Salvador e esta maternidade não poderia ser noutro lugar senão em Belém, para que se cumprisse a profecia de Miquias (Mq 5,2): "E tu Belém, terra de Judá, não és de modo nenhum o menor entre os principais lugares de Judá. Porque é de ti que há de sair o Chefe, que há de pastorear o meu povo: Israel". Maria tornou-se importante na História por ter sido a mãe de Jesus de Nazaré, que para os cristãos é o Filho de Deus e o prometido Messias (ou Cristo). Maria acompanhou seu Filho do nascimento à sua morte na cruz e, depois seguiu junto com os apóstolos a missão da Igreja nascente. Diz a tradição cristã que ela morreu ( Dormição da Virgem Maria) no ano 42 d.C., sendo seu corpo depositado no Getsêmani. O Papa Pio XII proclamou, em 1950 o dogma da Assunção de Maria, que já era aceito pelo povo cristão desde os tempos apostólicos, segundo o qual a Virgem Maria foi elevada ao céu, em corpo e alma, sem ter sofrido a menor corrupção. As religiões não-trinitárias rejeitam que Maria seja chamada de "Mãe de Deus", em vez disso, é chamada de mãe do Filho de Deus.
O papel que ocupa na Bíblia é discreto, mas isso não lhe tira a sua importância ou diminui o seu valor. Os dados estritamente biográficos derivados dos Evangelhos dizem-nos que era uma jovem donzela virgem (em grego παρθένος), quando concebeu Jesus, o Filho de Deus. Era uma mulher verdadeiramente devota e corajosa. Os Evangelhos não mencionam Maria por nome em conexão com a cena do Calvário. O Evangelho de João menciona que antes de Jesus morrer, sua mãe foi confiada aos cuidados do apóstolo João.
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